2 de janeiro de 2018

Resenha - 1+1 A Matemática do Amor

Título: 1+1 A Matemática do Amor
Autores: Augusto Alvarenga e Vinicius Grossos
Editora: Faro Editorial
Páginas: 254
Classificação: 2/5
Onde comprar: Saraiva

Sinopse: 
Lucas e Bernardo são dois garotos, melhores amigos um do outro de toda a vida. De repente, recebem a notícia de que Bernardo irá se mudar com a família para outro país. Nesse momento, cada um a seu modo, percebe como valiosa era aquela amizade, algo que não queriam perder. Bernardo reage mal e se revolta. Lucas tenta transformar cada dia que resta com o amigo na melhor experiência de suas vidas. Ele escreve uma lista de coisas para fazer e pretende cumprir uma por uma, em todos os detalhes. Mas, a cada dia, o fantasma da separação os assombra com um cronômetro lembrando que o tempo se esgota e, ainda assim, os dois passam por grandes momentos juntos. Então os meninos percebem que há algo mais entre eles... um sentimento profundo, que não conseguem explicar e tornam todas aquelas experiências ainda mais intensas. Mas o que fazer com tudo isso quando se tem apenas 16 anos?

Resenha:
A trama gira em torno de dois amigos que possuem uma relação bem mais íntima do que apenas de amizade mas não reconhecem isso de primeira, já que nunca tiveram que fazê-lo, pois passaram suas vidas todas juntos. Pensar nessas coisas nunca foi importante até que um deles, o Bernardo, recebe a notícia de que irá mudar-se para Portugal. Agora eles terão que lidar com essa "perda" da melhor forma possível...
A forma já pronta de menino "gay branco e afeminado"  se relaciona com um amigo "branco e heteronormativo" se repete nesse romance juvenil. Ao passo em que a base da história é clichê, seu desenvolvimento também deixa a desejar nesse quesito: prendendo-se a citações clichês e quase cômicas nas cenas de romance, a trama leva o leitor a revirar os olhos diversas vezes. Não é que a ideia tenha sido ruim, mas escrever uma história de amor que transcenda frases e ideias pré-moldadas  é algo difícil que já vi em pouquíssimos livros. Se te agrada os clichêzudos, este romance é pra você, mas eu não o indicaria a um amigo. 
No que diz respeito aos personagens, a apatia que senti lendo o livro acabou sendo explicada pela... como posso dizer..? Chatice dos protagonistas. Quer dizer: todo o romance gira em torno da relação dos dois meninos e ler repetitivamente sobre seus sentimentos - que já estavam claros no início - tornam a leitura monótona em alguns momentos, além de suas atitudes diversas vezes infundadas e quase aleatórias. Não posso deixar de citar, nesse tópico, a tia de Lucas, Sarah, que aparece só no meio da trama e, em minha opinião, foi a única capaz de balançar a história e torná-la menos entediante, sendo a melhor personagem da história.  
Após todas as críticas devo dizer, também, que o final foi surpreendente por tocar em assuntos que não esperava serem levantados durante a leitura. Com uma narrativa rápida e instigante, as últimas páginas do livro me deixaram mais do que curioso para saber o que aconteceria no final e, se não fosse pelos acontecimentos que ali se passam, provavelmente não teria visto lado bom no livro inteiro. 
Ademais, seria hipocrisia deixar de citar a fofura do protagonistas. Quando não estão sendo repetitivos ou clichês, a relação de carinho, afeto e admiração de Lucas e Bernardo sai das páginas do livro para acalentar nosso coração e relembrar que o amor é lindo. Além disso, é importante dizer que, ao mesmo tempo em que se apaixonam, vão passando a descobrir coisas sobre si mesmo e sobre sua sexualidade, o que torna todo o enredo uma história de autoconhecimento e amor.
Se você gosta de livros despretensiosos, melosos e dramáticos, 1+1 é uma leitura que você não deve deixar passar! Já se você é como eu, que não gosta muito de romances clichês, dramas repetitivos e fórmulas pré-moldadas que representam poucos, a leitura pode não lhe agradar tanto. De uma forma ou de outra, escrever um livro em conjunto é uma tarefa árdua e criar um casal convincente também! Então não posso deixar de ressaltar a minha consideração aos autores nacionais Augusto Alvarenga e Vinicius Grossos. E aí, será que cê vai gostar?
Abraços,
Gabriel

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