9 de agosto de 2014

Resenha - Quem é Você, Alasca?

Título: Quem é Você, Alasca?
Autor:  John Green
Editora:  WMF Martins Fontes
Páginas:  229
Classificação:  5 | 5
Onde comprar:  Saraiva


Sinopse:
Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".

Resenha:
O livro foca no Miles, um garoto que acaba de ir para um colégio interno, Culver Creek, onde o pai estudou. Miles gosta de 'últimas palavras' e estava tentando encontrar o 'Grande Talvez' e acha que seria uma boa oportunidade para encontrá-lo em um lugar novo. Miles nunca teve muitos amigos e na nova escola conhece o Chip, apelidado de Coronel, que é seu colega de quarto e melhor amigo. Coronel apresentá-o para Alasca, uma garota linda, cheia de curvas, enigmática, filosófica e impossível de não se apaixonar. Além dela, Miles conhece Takumi e Lara, que será sua futura namorada. Esse grupo estará sempre a postos para muita bebida, cigarros, mistério e sexo.
Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia.
Olhando para o resumo e a sinopse, o livro não parece muito interessante, e aí que está um engano fatal, esse é o melhor livro de Green (sim! O melhor). No começo o livro pode não parecer lá aquela Coca-Cola toda, mas continue lendo e mudará seus conceitos. Eu não chamaria de facilidade de criar personagens ou ideias, eu chamo de DOM  o que o John Green tem. Esse livro é muito bem escrito, apesar das conversas serem um pouco vazias e rápidas. É incrível como ele nos surpreende. Eu poderia ficar até amanhã falando dele. Isso sim é que eu chamo de livro, de escritor genial.
O sofrimento são as coisas erradas que fazemos e as coias erradas que fazem conosco.
Enfim, eu não pude deixar de comparar esse livro com os outros do João Verde que eu li. Se você puder notar, Quem é Você, Alasca? é meio que uma matriz para os outros. Não pela história em si, mas alguns detalhes e concluí que John Green gosta de unhas azuis e tulipas (erotismo também k). E eu já aviso logo para quem não gosta, que essa obra é uma mini pornografia em forma de livro. Eu não me incomodei muito com isso (já estou acostumada com o estilo dele), mas confesso que eu me tinha assustado ao ler o conto de John Green em Deixe uma Neve Cair, apesar de não ser nada de mais comparado aos outros livros dele.
Tudo o que é construído termina por desmoronar.
Personagens de João Verde são, como vocês já sabem, mas para quem não sabe, muito filosóficos e misteriosos, principalmente as personagens femininas. Você pode realmente ficar irritado com isso no começo assim como aconteceu comigo em relação a Hazel de A Culpa É das Estrelas e com a Margo de Cidades de Papel, mas não tem como vocês não gostarem delas até o final, porque mesmo que não seja uma motivo justificável , você acaba entendendo-as. A Alasca é uma personagem misteriosa e que tem suas opiniões e eu gostei muito do ponto de vista dela que os homens objetificam as mulheres, ela, assim como eu, é totalmente contraria a isso. Eu achei o Miles uma fofo e engraçado, assim como o Coronel e o Takumi (só a parte do engraçado k).
Às vezes, ainda acho que a "outra vida" é algo que inventamos para apaziguar a dor da perda, para tornar nosso tempo no labirinto suportável.
Eu demorei um para ler o livro, em parte porque eu não queria que acabasse e também para que o spooiler que me deram demorasse para chegar. Mas ele é bem rápido de ser lido, principalmente quando você pega o ritmo. Mesmo tendo bastante merda, me perdoem a palavra, eu gostei, porque o João Verde não é aqueles escritores que tem medo de escrever o que realmente querem escrever, os palavrões, as cenas inadequadas, etc.,  ele é como a Alasca, se ela quer, ela vai lá e faz e admiro muito Green por causa disso.
Não devemos perder as esperanças, pois jamais seremos irremediavelmente feridos.
Eu me senti bem mais angustiada e chorei um pouquinho mais que em ACEDE, pelo fato do autor prolongar o sofrimento daquilo que você quer esquecer. É fascinante como tudo se encaixa e como John Green consegue te deixar sempre querendo sabe mais e nunca matando a sua curiosidade. Eu não sei como têm pessoas que não gostam das obras do autor, ele escreve muito bem, porem eu acho que seus livros meio que tem que ter a pessoas, não sei dizer k. Eu já não tive esse problema, gosto muito dos livros dele.
Se pararmos de desejar que as coisas perdurem, não iremos sofrer quando elas desmoronarem.
Esse livro me mostrou mais uma vez que nós nunca conhecemos a outra pessoa de verdade,  nunca vamos saber o verdadeiro motivo de suas decisões, mesmo que ela lhe conte, sempre tem um algo a mais. Me mostrou também que todos vamos ser esquecidos, as lembranças vão ser destruídas e que todos estamos num labirinto de sofrimento, alguns menores outros maiores, que a morte não pode ser evitada e que você vai se acostumar com a ausência,  que nenhuma dor é eterna, que nunca vamos desvendar os mistérios, afinal, desconhecemos até os nossos. Confira também a resenha do Gabriel! (:
Abraços,
Nicole!

3 comentários:

  1. Eu também chorei MUITO lendo esse livro e achei a história muito linda, fiquei um tempão sem vontade de ler mais nada depois que o terminei. Adorei a sua resenha e o último parágrafo também, ótimo pra legenda de fotos! Skdjskd
    Beijos - Anna

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é Ana, John Green faz isso com a gente e ainda diz que não queria ter feito a história triste ("sei") kk. Beijos e obrigada por ler a resenha.

      Excluir
  2. Sua resenha ficou tipo, maravilhosa! Sério, você escreve muito bem, parabéns! Eu também acho que ele prolongou muito o sofrimento nesse livro e fiquei um pouco irritada com isso, mas continuo amando ele e amo ainda mais esse livro, que só perde pra Cidades de Papel, que eu amo por ter uma conexão mais pessoal assim, ele tem toda uma história comigo e tal, enfim, adorei sua resenha!
    Beijos, Carla

    ResponderExcluir

Fala galera! Vamos conversar um pouco sobre os comentários?

-> Eu adoro ler comentários, sério, gosto muito, mas a gente que é blogueiro percebe quando a pessoa leu o conteúdo do post e quando ela não leu. Por mais que você esteja comentando, a gente percebe que você não leu o post e isso não é muito legal, então comente coisas coerentes ao post, por favor, respeito quem escreveu o conteúdo lendo e comentado coisas inteligentes, comentários com "que legal! Comente no meu blog" não são legais.

-> Se você tem um blog de qualquer gênero, vou adorar conhecer. Talvez não vá lá no dia em que você comentou, ou no dia seguinte, mas mais dia menos dia vou conferir lá, e se você seguir o meu, eu sigo se volta sem nenhum problema!

-> Sem ofensas, por favor. Nunca passei por nenhum constrangimento durante o período de existência do blog e nem quero passar, então respeito é bom e todos gostam.

Comentem à vontade!
Abraços,
Gabriel