29 de julho de 2014

Resenha - A Ilha dos Dissidentes

Título: A Ilha dos Dissidentes
Autora: Bárbara Morais
Editora: Gutenberg
Série: Trilogia Anômalos
Páginas: 303
Classificação: 4/5
Onde Comprar: Saraiva

Sinopse:
 Ser levada para uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.

Resenha:
A resenha de hoje é do livro A Ilha dos Dissidentes, uma distopia escrita pela autora nacional Bárbara Morais. O livro tem tudo para agradar vários leitores de todos os gostos e surpreender quem está acostumado com as distopias jovem adultas que são lançadas atualmente, com uma protagonista esperta e inteligente, o livro tem uma história super divertida e é cheio de momentos de tensão!
A Sybil Varuna é a narradora e protagonista do livro, ela cresceu em um orfanato em uma das principais zonas de guerra de sua cidade, Kali e nunca teve uma vida normal, aprendendo desde cedo que não deve criar laços com ninguém, pois essa pessoa pode morrer no instante seguinte. De tempos em tempos surge uma rota de fuga que é a grande chance para alguns deles: ser mandado para um campo de refugiados, e é isso que acontece com a nossa protagonista.
O problema é que durante sua viagem algo muito estranho acontece e ela acaba sendo a única sobrevivente de um naufrágio que matou cerca de três mil e quinhentas pessoas. Depois desse acontecimento, ela acaba descobrindo que tem uma mutação e é enviada para uma das cidades destinadas para pessoas assim: com anomalias, como eles dizem. Ela passa a viver com uma família que se voluntariou em Pandora e aparentemente viverá uma vida normal pelo resto da sua estadia ali, mas não é bem assim que as coisas de desenrolam...
Um dos pontos mais altos do livro é a protagonista. É muito fácil se identificar com ela e com a sua forma irônica de pensar, mas talvez a sua construção não tenha sido feito de uma forma muito convencional (leia-se certa). Veja bem, ela morava em uma zona de guerra e foi a única sobrevivente de um naufrágio que matou diversas pessoas, isso não é normal, mas é tratado como algo quase que passageiro na sua vida. como que Esses assuntos são, praticamente, só citados, em vez de melhor trabalhados. Quem morou em uma zona de guerra a vida inteira e viu tantas pessoas morrerem ao seu redor não leva uma vida normal. Essas lembranças costumam assombrar as pessoas; mas isso não acontece muito com a Sybil e esse é, muito provavelmente, o único tópico que me desagradou um pouco no livro: a construção da protagonista. Mas eu até entendo que essa pode ter sido a escolha da própria autora: não focar muito nas lembranças passadas e sim no futuro.
Algo que eu gostei muito no livro foi o fato de ele ter uma alma de filme de ação e suspense no estilo 007. Isso porque os personagens têm de fazer uma missão super perigosa e secreta durante a trama, missão essa que foi muito bem trabalhada pela autora do livro, mesmo que sua descrição de lugares tenha me confundido um pouco, mas isso é algo mais pessoal. Muito provavelmente outros leitores não terão problema com essa parte da descrição, até porque as cenas de ação da Bel são super bem descritas e dariam tranquilamente um filme!
"Ava, se você for ouvir tudo que as pessoas esperam de você, vai viver a vida que elas querem. Várias pessoas vão achar que você é só músculo e nenhum cérebro, mas você tem de se perguntar se isso é real. A impressão que elas têm de você não é a verdade. Não é o respeito delas que vai fazer você melhor ou pior! O que os outros acham de você não a define, e sim como você se vê, a forma como pensa de si mesma.”   
Um tema muito trabalhado durante esse livro é o preconceito: os mutantes não podem andar pelas cidades das pessoas normais com tanta liberdade quanto elas e só podem entrar e transitar em alguns lugares, além de terem de vestir, no mínimo, uma peça de roupa amarela para diferenciar-se das "pessoas normais". Essa questão de preconceito lembra um pouco (bem como todo o livro) X-Men e . Ela foi muito bem trabalhada e há algumas cenas do livro que deixam explícito esse preconceito por parte das "pessoas normais". Também é muito interessante perceber o exato momento em que a Sybil percebe que ser uma mutante não é algo tão bom e que ser desse jeito é ser contra a sociedade preconceituosa. A Bel conseguiu passar de forma incrível a lição de que o preconceito é uma coisa muito estúpida, o que fez uma grande diferença no livro!
Com uma escrita fluida, leve e rápida de se ler, Bárbara Morais nos introduz de uma ótima forma em seu mundo peculiarmente distópico. Nesse primeiro livro temos uma noção de como serão os próximos livros e, logo no final dele já dá vontade de chantagear a Bel pra conseguir o próximo livro! Os personagens têm muito potencial para serem melhor desenvolvidos e, se ela continuar com o ritmo incrível que nos é apresentado nesse livro, os próximos da trilogia com certeza serão sensacionais!
Abraços,
Gabriel

6 comentários:

  1. Oi Xará :)

    Que bom que você curtiu esse livro, confesso para você que estava com o pé atrás sobre ele, mas agora sei que posso ler sem medo. Abraços!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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    1. O livro é muito bacana, tenho impressão de que você vai gostar bastante! ;)
      Abraços,
      Gabriel

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  2. É um livro que realmente chamou a minha atenção, mesmo com esse detalhe sobre o passado da protagonista, pois pode ter sido a intenção da autora. Me parece muito interessante! :)
    Beijos || Unlocked Land ❤

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    1. O livro é muito bom e esse detalhe é realmente só um detalhe! Haha
      Abraços,
      Gabriel

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  3. Eu adoro livros que têm ação, mas também gosto muito de romance, você pode me responder dizendo se esse livro tem romance? Acho que se não tiver vou acabar desanimando um pouco, mas até agora tô super curiosa pra saber o que rola nele!
    Beijos
    Anna

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    1. O livro não tem muito romance não :/ Mas tem uma faísca de um romance que com certeza vai ser melhor trabalhado nos próximos volumes, vale muito à pena ler esse livro, não desanime!!!
      Abraços,
      Gabriel

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