11 de julho de 2014

Resenha - Cinder


Título: Cinder
Autor: Marissa Meyer
Editora: Rocco
Série: Crônicas Lunares
Páginas: 448
Classificação: 5|5
Onde comprar: Saraiva



Sinopse:
Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.

Resenha:
Cinder é uma adolescente de dezesseis anos que após um acidente de aerodeslizador teve partes do corpo substituídas por abominações robóticas. Ela mora com a madrasta, Adri, e duas meias-irmãs, Pearl e Peony, sendo esta última sua melhor amiga humana. Cinder trabalha no mercado para sustentar a família, ela é a melhor mecânica faz-tudo da feira de Nova Pequim.
A verdadeira trama começa quando Cinder tem que comprar um correia magnética para consertar o aerodeslizador da madrasta. Como todo o dinheiro que conseguia no mercado ia para a conta de Adri, que era sua guardiã legal, Cinder não tinha como comprar, então vai ao ferro-velho junto com Peony tentar achar uma.
Em vez de responder, o príncipe curvou-se, esticando o pescoço de forma que ela não teve escolha senão olhá-lo, e abriu um sorriso para ela. Seu coração se contraiu.

Já no ferro-velho, Cinder percebe uma mancha no pescoço de Peony...ela havia contraído letrumose, uma peste fatal que tem assolado a Terra por anos. Essa peste havia sido trazida pelos lunares, um povo que habita Luna, na Lua. São governados por uma tirana, Rainha Levana, que agora pretendia se casar com o Príncipe Kai, herdeiro da Comunidade das Nações Orientais, aproveitando o enfraquecimento deste com a morte do pai, Imperador Rikan, mais uma vítima da letumose. Apesar do príncipe não querer se casar com a tirana, não tinha escolha, ela possuía o antídoto para a peste e ele com certeza não iria querer que os lunares declarassem guerra.
Ao chegar em casa, mesmo antes de Cinder falar, Adri já sabia do paradeiro de Peony. Culpando-a, a madrasta inscreveu a ciborgue como voluntária na pesquisa da peste. Cinder foi a única a resistir e sobreviver à doença. E é a partir daí que a ela começa a descobrir quem realmente é, de onde veio e sua história.
O príncipe mandou que as escadas fossem cobertas de piche, e quando Cinderela as desceu correndo, sua sapatilha esquerda ficou presa ali.
A sinopse desse livro me interessou muito, já fazia um tempo que queria ler uma releitura de um conto de fadas, mas de uma forma totalmente diferente, e encontrei; a autora soube muito bem fazer nova versão do conto da Cinderela de uma forma totalmente original e inovadora. A história é passada de um jeito leve e intrigante, fazendo com que você não consiga desgrudar do livro (apesar do começo ser lento, mas eu já comecei amando, porque a ideia de uma distopia com ciborgues, muita tecnologia e alienígenas é incrível). Esse é o primeiro romance da autora e como caloura eu digo que ela se saiu muito bem. O livro aborda de uma forma dinâmica a indiferença da sociedade em relação às pessoas que elas consideram ‘diferentes’, assim como nos dias de hoje ainda olhamos com um olhar desigual para as pessoas que portam algum tipo de deficiência ou usam alguma prótese. O livro também aborda o sentimento de solidão e morte, de como as pessoas podem mudar, se tornar mais fortes ou mais orgulhosas, após a morte de alguém próximo. É retratada também a diferença de classes, como os que têm mais poder possuem mais privilégio e atenção, por exemplo, quando o Imperador Rikan contraiu letumose toda sociedade, todos os cuidados ficaram voltados para ele.                                                                                                         
Não havia cama para ela, e de noite, quando ela estava exausta de tanto trabalhar, tinha que dormir perto da fornalha, nas cinzas.
Os personagens digamos são ‘normais’, não são nem muito divertidos e nem tão sérios. Cinder é tão meiga, pé no chão e sabe muito bem lidar com as situações da vida, já Peony viaja às vezes, assim como a irmã e a mãe que sonha que algumas das filhas se casem com o Príncipe Kaito. Iko ‘ama’ o Príncipe Kaito e é bem engraçada a forma como ela fala que ele é gato e perfeito. Kai como tem que ser exemplo para a sociedade, é mais sério, mas com um encanto fantástico que nem mesmo Cinder, que não está acostumada a distrações, resiste. Mas para aqueles que querem desfocar um pouco do Young Adult ou mesmo para quem gosta de uma leitura um pouco mais séria e leve, porém com emoção e risos só de vez em quando, Cinder é uma boa pedida.
Essa fantasia desmoronou tão rapidamente quanto tinha começado. Era impossível. Não valia a pena pensar. Ela era um ciborgue, e nunca iria ao baile.
Eu senti falta de mais detalhes sobre como se formou essa sociedade, como tudo ocorreu. A autora tem uma escrita muito cativante e leve, soube muito bem explorar cada momento e te faz suspirar como o romance de Cinde e Kai que vai se desenrolando aos poucos, deixando a leitura mais gostosa e querendo terminar logo para saber o que vai acontecer. Fiquei muito ansiosa com o final, pois acaba no meio de um acontecimento, te fazendo desejar o próximo livro, pelo qual vai ser lançado em julho aqui no Brasil, enquanto nos Estados Unidos já está no terceiro (;-;). A série é composta de quatro livros, sendo eles: Cinder, baseado na Cinderela, Scarlet, baseado na Chapeuzinho Vermelho, Cress, baseado na Rapunzel e Winter, baseado na Branca de Neve. Mas a série não é independente, ou seja, precisa ler o livro anterior para entender o próximo, é somente focada em personagens diferentes. Eu amei esse livro, achei a ideia muito genial.
Abraços,
Nicole!

6 comentários:

  1. Oi Nicole :)

    Você me convenceu, irei comprar esse livro.

    Fazia um tempo que eu queria ler Cinder, mas nunca dava uma chance, de medo de não curtir a história, porém sua resenha me convenceu. Vou ler. Beijos!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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    1. Meus Deus! Sério? Fico muito feliz por isso. Eu só tinha lido a sinopse e já pirei pra comprar, não tinha visto nenhuma avaliação/opnião. Só digo uma coisa: o risco valeu a pena.

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  2. Parece ser um livro fantástico, me convenceu a comprar :v Pela sua resenha, não parece ser tããão clichê assim, já que a maioria dos protagonistas de histórias que eu leio são inconsequentes e definitivamente não sabem lidar com as situações (abençoada a minoria que consegue) ¬¬ Adorei a resenha!
    Beijos || Unlocked Land ❤

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    1. Eu fico muito irritada com isso também, abençoada seja a minoria que sabe resolver os problemas! E fico muito lisonjeada por te convencer. Beijos!

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  3. Nicole, amei tua resenha, ela me deu vontade de ler esse livro. Bjokas

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    1. Como disse acima, fico muito grata por isso. Bjs.

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