4 de julho de 2014

Resenha - Cidades de Papel

Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 368
Classificação: 5|5
Onde Comprar: 
Saraiva


Sinopse:
 Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Resenha:
O livro é narrado por um adolescente chamado Quentin ‘Q’ Jacobsen quem tem um amor platônico pela sua vizinha, Margo Roth Spiegelman, pela qual é o foco principal do livro.  Após nove anos desde que eles presenciaram um cara morto no Jefferson Park, ambos os vizinhos estão no último ano do ensino médio. Margo é a garota popular que namora o garoto gato da escola e que tem ‘amigos’ que fazem o que ela manda. Já Quentin é o excluído e tem seus melhores amigos excluídos também, Ben e Radar, e continua apaixonado por Margo, e todo esse clichê...só até agora. Mesmo ela parecendo fútil assim, tem um diferencial, ela se torna a ‘verdadeira Margo’ uma vez ou outra e ela faz viagens malucas e deixa pistas para onde foi pelas quais seus pais argumentam que não levam a lugar nenhum.
-É. Sou uma grande adepta do uso aleatório de maiúsculas. As regras de letra maiúscula são muito injustas com as palavras que ficam no meio.
Numa certa noite, Margo aparece na janela de Q toda camuflada, propondo um plano de vingança e pedindo que ele dirigisse para ela. Quentin, claro, aceita. Essa foi uma das minhas partes favoritas, pois tem bastante dinamismo e é nela que Quentin começa perceber que Margo está se distanciando cada vez mais da garota a quem ele achava que conhecia. Porém essa parte não é nada comparada a que está por vir. Nesse mesmo dia Margo não vai à aula e foge mais uma vez sem avisar ninguém, apenas deixando ‘migalhas’. Porém, desta vez, Quentin foi ‘escolhido’ para encontra-la. Ela deixa uma séria de pistas pela qual eu jamais entenderia, mas como os personagens de John Green são adeptos a metáforas e a linguagens figurativas, não foi tãoo difícil assim para o personagem logo dar uma sacada nas pistas. O restante do livro mostra Q junto com seus amigos, desvendando as pistas deixadas por ela e tentando encontrá-la e ele até mesmo começa a se descobrir durante a viagem. Mas falando assim até parece que vai ser muito repetitivo: ele vai desvenda as pistas e consegue achar ela; até parece que vocês não conhecem o John Green.
Penso que talvez tenha passado a maior parte da vida com medo como forma de me preparar, treinar o corpo para o medo de verdade quando ele chegasse. Mas não estou preparado.
O livro simplesmente te deixa inquieto enquanto não acaba de ler, você fica preso a ele. A narrativa é leve e como sempre o João Verde não economizando nas imoralidades. Ele conseguiu mais uma vez se colocar como um adolescente e escrever de forma genial, além de ser super hilário, quem coleciona Papais Noéis Pretos?  Os personagens são divertidos e um pouco filósofos. Ao ler esse livro eu achei várias referências de A Culpa é das Estrelas, como o nome de um segurança de um prédio ser Gus (*_*) e Margo ter comprado tulipas para a noite em que foi se vingar de algumas pessoas junto com Quentin. Além dela ser orgulhosa e durona como a Hazel, de A Culpa é das Estrelas (a Hazel me deu nos nervos por isso, mas no fim acabei amando ela k) e Quentin usar metáforas. “-John Green eu sei que não foi coincidência.” O final do livro é realmente nada do que eu esperava e eu simplesmente amei mais um livro do João Verde (S2 k). Eu me surpreendi muitooo com ele. E quando cheguei ao final me senti meio vazia , como ocorreu com A Culpa é das Estrelas , acho que eu fiquei assim porque eu gostei muito do livro e não acabou como eu esperava, teve aquele final como se faltasse o ponto, meio que do mesmo modo como a Hazel havia falado que acabava ‘Uma Aflição Imperial’. “-E agora John Green? Não dá para mentir, né?!”.
O para sempre é composto de agoras.
 A história é bem desenvolvida, o autor soube muito bem colocar o tempo certo pra cada fato, ou seja, não enrola ou deixa o acontecimento muito rápido, vai de acordo com o que está acontecendo. Uma coisa que eu lembrei é o modo como os pais de Margo reagem após ela fugir. Apesar deles chamarem a polícia e ela diz que nada pode fazer já que a garota é maior de idade, mesmo após isso eles não fizeram mais nada, nem tentaram procurar ela ou fazerem um esforço para desvendar as pistas; não sei se os pais se tocaram que ela só queria estar livre ou que ela já não era mais a garotinha deles.
- De perto tudo é mais feio. – disse ela.
Uma das coisas que eu aprendi com o livro é que ninguém conhece o outro de verdade e que todos usamos uma máscara, apesar de algumas serem bem transparentes e que também não podemos achar que a outra pessoa é igual à gente, que tem as mesmas vontades, mesmos pensamentos, cada um é cada um e temos que aceitar isso; mas se você não aceita o problema é seu, ninguém precisa mudar por causa do que você quer. E essas coisas estão sendo constantemente faladas pra gente, só que precisamos de algo que nos faça lembrar disso, que não fique só no que foi falado, mas também fique na mente. Acho que o autor realmente conseguiu passar sua mensagem de uma forma divertida e interativa.
Abraços,
Nicole!

6 comentários:

  1. Oi Nicole :)

    Arrasou na resenha! (começou bem).

    O que mais gostei da sua resenha, foram os comentários sobre as referências sobre ACEDE, que eu não tinha notado. Beijos!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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    1. Haha obrigado. John Green tem nostalgia de seus livros anteriores.

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  2. Tenho muita vontade de ler essa obra do John Green :3 Adorei a resenha, Nicole!
    Beijos || Unlocked Land ❤

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  3. Ficou muito boa a resenha, tenho vontade de ler esse livro, sua resenha me deixou mais curiosa, descobri detalhes que não sabia.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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    1. Fico muito feliz que eu tenha te deixado mais curiosa ainda. Beijos! (amei a ilustração do seu blog e a temática também)

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