20 de junho de 2014

Resenha - Gone: O Mundo Termina Aqui

Título: Gone: O Mundo Termina Aqui
Autor: Michael Grant
Editora: Galera
Páginas: 515
Classificação: 3|5
Onde Comprar: Saraiva

Sinopse:
Em um piscar de olhos, todos com mais de 14 anos desaparecem. Restam adolescentes. Pré-adolescentes. Crianças. Nenhum adulto. Nenhum professor, policial, médico ou responsável. Linhas de telefone, redes de televisão e a internet param de funcionar. Não há como pedir ajuda. A fome é intimidante e a violência começa. Os animais parecem estar se transformando, e uma criatura sinistra está à espreita. Os próprios adolescentes estão ficando diferentes, desenvolvendo novos talentos: poderes inimagináveis, perigosos e mortais, que crescem dia após dia. É um mundo novo e assustador. É preciso escolher um lado — e a guerra é inevitável.


Resenha:
Hoje eu vim fazer resenha de um livro que eu sou curioso pra ler há muito tempo, mas que só atualmente tive coragem de pegar para ler. Isso se deve ao fato de ele ser bem grande e eu ter receio de encalhar nele por muito tempo, mas isso acabou não acontecendo. Gone: O Mundo Termina Aqui, do autor Michael Grant é o livro a ser resenhado hoje, uma distopia peculiar em relação a todas as que vemos nos dias de hoje, o livro prende o leitor do começo ao fim.
A premissa do livro é a seguinte: em Praia Perdida, uma cidade pequena situada nos Estados Unidos, um dia normal transcorre, até que algo estranho acontece ali: todas as pessoas com mais de 15 anos desaparecem, além de uma redoma de um material desconhecido pelos moradores da cidade a cerca, impedindo a entrada e a saída de pessoas dessa cidade, como se não bastasse, alguns adolescentes estão desenvolvendo estranhas habilidades, alguns "poderes", que não sabem de onde surgem e nem como controlar.
Sam Temple mora nessa cidade e está na sala de aula quando seu professor de história simplesmente desaparece, bem como todos os outros professores e adultos. Rapidamente a cidade se torna um caos: como eles viveriam sem adultos? Uma nova sociedade é formada ali dentro e eles desenvolvem sua própria maneira de viver: os valentões mandam e os pequenos obedecem, mas isso é por parte dos maus, Sam não vai deixá-los governar a cidade, ele tem amigos, tem Astrid, Quinn, o Pequeno Pete e até Edílio, ele é poderoso e tem alma de líder, além do apoio das outas crianças, mas será que ele é mais poderoso do que as forças dos valentões que tanto atormentam a cidade? Será que ele vai conseguir ser o herói que todos esperam? Descubra lendo o livro!

Michael Grant tem uma forma diferente de narrar, eu nunca li nada do Stephen King além de contos, mas pelo que conheço desse autor, creio que posso dizer que o escritor de Gone inspirou-se nele para escrever o seu livro. Grant constrói uma história sólida: ele entrelaça os fatos de modo a explicar vários dos conflitos nos apresentados no decorrer da trama. Creio que ele quase  foi bem sucedido nessa tarefa, não fossem as explicações das quais eu senti falta ao término da leitura que me incomodaram, mas como o livro é o primeiro de uma série, entendo que talvez o autor esteja esperando para explicá-las mais adiante.
– Espertinho. O Fato é que eu soube, desde o início, que você era importante de algum modo. Você é um cometa atravessando o céu, deixando uma esteira de fagulhas."
Um mérito do autor é que ele consegue apresentar vários personagens em um curto período de tempo sem gerar confusão na cabeça do leitor e nem se aprofundar muito na história e características desses personagens, de modo a não perder tempo nas suas descrições, usando-as apenas nos momentos necessários, tornando a história mais dinâmica, além de criar personagens bem reais.
Não gostei muito do modo pelo qual ele descreve os lugares: fiquei muito confuso em relação a localização dentro de Praia Perdida, nem mesmo o mapa que tem no começo do livro conseguiu ajudar-me a me orientar, o que me irritou muito, por exemplo: para alguns personagens o deserto fica longe demais e para outros fica a alguns passos, mesmo ambos saindo do mesmo ponto de partida, isso de ceto modo dificultou a minha leitura da obra, mas não sei se todos se incomodarão. Mesmo sua descrição de lugares sendo, em minha opinião, péssima, sua descrição nas cenas de batalha são incríveis, para quem gosta de ler livos em que todas as cenas de guerra passam pela sua cabeça como um filme, o autor é uma ótima indicação!
– (...), portanto é o seguinte: se você não responder às perguntas do Intrépido Líder, Drake vai começar a espancar Astrid. E, só pra você saber, Drake é doente da cabeça. Não digo isso para amedrontar, estou dizendo porque é verdade. Eu sou má, Caine tem delírios de grandeza, mas Drake é completamente louco.”
O ritmo do livro é rápido; quando você inicia a leitura e as coisas começam a realmente acontecer (lá pela página 150), você se pega pensando no que irá acontecer na história e que rumo ela vai tomar, fazendo com que você sinta vontade de terminá-lo logo só para saber o desfecho!
O autor soube criar vilões incríveis e cruéis, algo que muitos autores não conseguem hoje em dia, eles desenvolvem vilões fracos e que não dão nem um pouco de medo. Há romance no livro também, um romance discreto, mas que está presente na trama de modo a enriquecê-la e aumentar o público que gostará da obra: é muito provável que o livro agrade mais a meninos do que a meninas, mas isso varia muito de pessoa pra pessoa e ele tem características que agradam a ambos. Além das mutações, eu adoro esse lance de poderes especiais e isso só me fez gostar mais do livro, os personagens têm poderes peculiares e uns são mais fortes do que outros, o que gera várias intrigas no decorrer do livro.
– Você acha que isso tudo é algum plano de Deus? O LGAR (Lugar da Galera da Área Radioativa) e coisa e tal?– Não. Acredito no livre-arbítrio. Acho que nós tomamos nossas decisões e realizamos nossas ações, e elas têm conseqüências. O mundo é o que fazemos dele. Mas às vezes acho que podemos pedir ajuda a Deus e que Ele vai nos ajudar. Às vezes acho que Ele olha para baixo e diz: ‘Uau, olha só o que aqueles idiotas estão aprontando agora: é melhor eu ajudar um pouquinho’.– Eu aceitaria a ajuda de boa vontade – disse Sam.”
O final não me agradou muito, senti que foi um pouco "forçado", talvez para haver uma continuação ou não sei, mas gostaria que tivesse a conclusão tivesse sido mais conclusiva, afinal, o autor adiou uma situação que foi desenvolvida durante todo o enredo e isso me desagradou um pouco.
Com uma narrativa inteligente, personagens bem criados  um conflito que promete agradar a muitos leitores, Gone: O Mundo Termina Aqui é uma distopia emocionante e cheia de ação, onde os personagens são forçados a viver situações extremas e aprender lições da pior maneira possível, para quem gosta de ação, romance, mutações e livros peculiares, esse é uma ótima recomendação pra você!
Abraços,
Gabriel

2 comentários:

  1. Iai xará :)

    Tenho muita vontade de ler essa série, porém o preço me desanima e algumas resenhas não falam tão bem assim... Abraços!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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  2. Oi, Gabriel!

    Sou muito curioso a respeito de Gone, uma pena que a série seja tão cara. Gostei da sua resenha, mas achei bagunçada. Só tomar cuidado com o espaçamento entre os quotes e as opiniões!

    Abraços,
    Gabe
    http://sixdoe.blogspot.com.br/

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