8 de junho de 2014

Resenha de Filme - Simples Como Amar


Quando me propuseram fazer um post sobre o dia dos namorados, pensei: “Ai, ai, ai do que vou falar? Nem sei escrever direito! Não tenho criatividade pra essas coisas e nem imagino o que dizer!...”. Enfim, às vezes os outros colocam mais fé em nós do que nós mesmos rsrs.Aí pensando em amor, lembrei de um filme que assisti há muitos, muitos anos atrás mesmo, quando eu era adolescente acho... E olha que faz tempo! rsrsrs
Mas eu não sabia o nome do filme, só que ele tinha sido tão marcante pra mim que nunca esqueci dos rostos dos dois atores principais que faziam o “par romântico” da estória. Lembrei que vi essa atriz num filme da Jennifer Lopez (que eu também adoro). Procurei o filme e o nome da personagem; achei o nome da atriz Juliette Lewis, acho que essa deve ter sido a melhor atuação dela para que eu nunca a tivesse esquecido, já que minha memória é “formiguísticamente” mínima.
Esse filme é lindo, tem uma linda trilha sonora e aborda “lindamente” um assunto muito importante que é a capacidade que pessoas portadoras de necessidades especiais têm de levar uma vida totalmente normal, dentro de suas limitações, assim como qualquer outra pessoa denominada “normal” que, também, tem limitações diversas sejam por motivos profissionais, financeiros, familiares, relacionais ou outros motivos quaisquer.
Gostaria aqui de destacar que pra mim, ninguém é melhor ou pior que ninguém, assim como ninguém é igual a ninguém, pra mim Deus criou cada um de nós diferentes uns dos outros e jogou a fôrma fora, as pessoas são diferentes umas das outras, o que as torna todas especiais de alguma forma. Até temos semelhanças que nos fazem compreender o nosso próximo, mas não somos iguais.
Todos temos nossas vontades, sonhos e desejos, e é só isso que a Carla quer, realizar seus sonhos, ter sua independência, viver sua vida descobrindo quais de seus limites ela consegue superar, mesmo em meio às suas limitações... Ai... ai... A Juliette Lewis está linda fazendo esse papel da menina que se descobre desabrochando para a vida como um lindo botão de rosa... Viajei na minha melosidade agora, credo!
O filme mostra com muita sabedoria que o preconceito nasce dentro de casa, através de uma mãe super protetora que não aprova as escolhas de suas filhas, as quais recebem críticas dela, justo de quem deveriam receber apoio, o que, na vida real, dói muito e acaba podando a realização de sonhos.
Fica claro que super proteção sufocadora da mãe de Carla não é fruto de um amor cuidadoso e protetor, mas sim fruto do preconceito de uma mãe que simplesmente rotula sua filha como incapaz e pronto. No decorrer do filme a mãe aprende a respeitar e confiar na capacidade de suas filhas, aí sim, a obcecada e sufocante super proteção da mãe vai se transformando em amor, a partir do momento em que ela vai aceitando que suas filhas vivam suas próprias experiências. Acho mesmo que todos deveriam assistir a esse filme pra se identificar com algum personagem em algum momento (seja como controlador ou como controlado, já que para existir um controlador, tem que ter um que se permita ser o controlado) e realizar suas reflexões e, pelo menos, tentativas de mudanças. Diga-se de passagem, excesso de cuidado não pode ser comparado a excesso de amor, se esse excesso está limitando e podando, de alguma forma, a vida de alguém, seja um filho, um irmão, um namorado, um amigo, ou sei lá quem, isso é doença. E, pode ocasionar feridas interiores profundas, levando o indivíduo às vezes à perda de sua própria identidade, sem conseguir encontrar seu lugar no mundo, enquanto indivíduo.
Mas como eu admiro a Carla, que com todas as suas limitações, enfrenta bravamente sua mãe, conhece o seu grande amor, o Danny McMann (Giovanni Ribisi), com quem nos proporciona lindas e engraçadas cenas de sua descoberta do que é ter um relacionamento amoroso, namorar, casar, iniciar sua própria família e ter sua casa e responsabilidades... Caramba! Parecem criancinhas brincando de casinha, perguntando um ao outro o que fazer, como fazer e quando fazer, as coisas que as pessoas que namoram e se casam fazem, mas de um jeitinho tão lindo e tão inocente. Super-recomendo esse filme, pra qualquer pessoa, em qualquer idade, em qualquer situação. Simplesmente lindo!

5|5

Beijos,
Regina

2 comentários:

  1. Filmes assim são maravilhosos. Acho que filmes nesse estilo sempre têm uma mensagem especial pra passar. ♥ Adorei a resenha, agora quero muito assistir esse filme.
    Beijos || Unlocked Land ❤

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    Respostas
    1. Oi Laura, que bom que você gostou de minha resenha. Se você gosta desse estilo de filme com certeza vai gostar desse. Ele é antigo mas aborda um assunto atual de um jeito lindo. Bjs querida.

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