5 de junho de 2014

Resenha de Filme - A Culpa é das Estrelas


Eu (finalmente) pude assistir A Culpa é das Estrelas e hoje vim falar um pouco sobre o que achei do filme, ele, para você que não sabe, é uma adaptação do livro escrito pelo John Green, por isso a resenha terá momentos de comparação entre os dois, assim como momentos em que falarei do filme como sendo só um filme. Espero que vocês gostem da crítica!
Abordando um assunto particularmente difícil, A Culpa é das Estrelas tem como foco o câncer na adolescência e o quanto isso pode mudar a vida de quem sofre dessa doença e de quem convive com essas pessoas e as amam , além de mostrar que não é pelo fato de serem doentes que pessoas com câncer não podem ter uma vida normal, podendo se apaixonar, viver aventuras e enfim, fazer tudo o que uma pessoa normal faz.
O diretor Josh Boone em parceria com John Green e todo o resto do pessoal da produção, apostou em fazer no filme algo muito parecido com o livro: o foco principal de toda a trama é nos personagens principais, há personagens secundários, como os pais da Hazel e do Augustus, além do Peter Van Houten e de outros personagens como o Issac, mas eles em nenhum momento tem um foco mais importante na história: o filme conta a história do romance entre o Gus e a Hazel e dos conflitos e dilemas que eles enfrentam juntos, ambos têm de conviver com o câncer em sua vida de uma forma ou de outra: um com uma namorada doente e a outra com o câncer alojado nos próprios pulmões. A trama se passa ao redor deles e em nenhum momento o filme acontece sem sua presença, que é essencial para o decorrer de toda a trama; principalmente a Hazel, até porque toda a história se passa ao redor dela.
Sobre a doença e como ela é trabalhado no filme, vale dizer que o longa também foi fiel ao livro nesse ponto: os personagens continuam rodeados do seu constante humor negro que nos é apresentado na obra de John Green. Esse humor é constante no decorrer do filme, que é alternado entre cenas cômicas e dramáticas, fazendo a transição entre essas de modo normal, praticamente imperceptível: a doença nesse filme é tratada de um modo diferente de como é tratada em outros filmes, tornando-o inovador nesse ponto.
Se havia alguma dúvida de que Shailene Woodley e Ansel Elgort conseguiriam ser bons Hazel e Gus, ela morreu quando o Elgort riu de modo "cafajeste" para a Shailene lá no grupo de apoio, ou quando ele ficou morrendo de medo na hora do avião decolar (eu adorei aquela cena). Já a Shailene foi uma boa Hazel do começo ao fim do do filme, conseguindo, ainda, superar as minhas expectativas. Uma das minhas cenas favoritas é logo no final do filme (sem spoilers), quando ela chora devido a um acontecimento que a abalou muito, a cena ficou super emocionante e vai arrancar lágrimas de muitas pessoas por todos os lugares em que o filme for exibido.
A trilha sonora do filme ficou ótima, não era para menos, já que ela conta com a presença de artistas como Ed Sheeran, Charli XCX (voz um pouco enjoada, mas dê uma chance) e até Jake Bugg. A parte sonora é super importante em um filme, e esse não desapontou nesse quesito.
O filme também não exagerou em cenas dramáticas, o que fez com que ele não ficasse tão clichê quanto todos os outros filmes sobre adolescentes doentes, ele tem várias cenas engraçadas e diversas cenas emocionantes, que foram muito bem feitas e realistas, isso se deve, também, a atuação incrível dos protagonistas do filme, que certamente têm futuro nesse mercado.
Apesar de ser um filme bonito, cheio das frases filosóficas com as quais estamos acostumados e dos trocadilhos que agradam aos fãs do John Green, em minha opinião, faltou algo no filme, não como um filme em si, mas como uma adaptação de um livro, não consegui me envolver tanto com os personagens quanto eu gostaria que tivesse acontecido e nem cheguei a chorar ou sentir vontade, mas mesmo assim o filme é louvável e a adaptação, pode-se dizer, que ficou (quase) fiel. Algumas cenas que eu considerava importantes (e ainda considero) foram cortadas, o que me deixou um pouco chateado, mas nada que não possa ser ignorado.
Sendo um filme triste, porém divertido, A Culpa é das Estrelas é inspirador ao mesmo tempo que é revoltante, levantando no telespectador várias emoções diferentes, que combinadas, geram uma principal: a de felicidade e a sensação de que a vida, mesmo que às vezes cruel, é boa. O filme é tão bom quanto o livro e com certeza merece ser assistido!
4|5
Abraços,
Gabriel

3 comentários:

  1. Eu gostei muito do filme, na realidade meu amor pelo livro é ainda maior, mas o filme ficou fofo, a Hazel foi perfeita, o Gus esteve perfeito só faltaram os lindos olhos azul piscina tão elogiados pela Hazel no decorrer do livro. Adorei a cena deles junto com o Izaac jogando os ovos no carro da Monica, essa pra mim era uma das cenas mais esperadas. Gostei muito msm, mas recomendo q leiam o livro... O livro é infinitamente demais. OKAY?

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  2. Ótima resenha! Resumiu td e sem dar spoilers ou criticas(digamos ruins) pesadas! Bj

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  3. amei o filme,ainda nao li o livro mas vou ler

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Gabriel