3 de junho de 2014

Perfil de Personagem - Hazel Grace Lancaster


Hoje eu vim fazer o perfil de personagem da Hazel Grace Lancaster, que á a protagonista do livro A Culpa é das Estrelas, livro escrito por John Green que foi adaptado para o cinema e terá sua estréia no dia 5 de junho, daqui a 3 dias, o que me faz ficar feliz/ansioso e enfim, vamos começar a falar da Hazel e da vida dela?
Quando tinha apenas 13 anos, a Hazel foi diagnosticada com câncer na tireoide em estado avançado, além de seu quadro incluir metástase nos pulmões. Ela passou por uma cirurgia, seguida por radioterapia e  depois quimioterapia, mas os seus resultados não foram satisfatórios. Um remédio experimental que ela usou aos 14 anos acabou fazendo os tumores em seus pulmões diminuírem, mas não cessarem, a partir daí ela vive com doses diários desse medicamento chamado falanxifor, que não existe na vida real, o autor deixa claro isso na parte de agradecimentos do livro e diz que inventou porque gostaria que existisse. Além de ter de tomar doses diárias desse remédio, ela tem de andar com tanques de oxigênio que ficam em uma espécie de carrinho/bolsa com rodinhas e cânulas no nariz.
Acredito que o universo quer ser notado. Acho que o universo é, questionavelmente, tendencioso para a consciência, que premia a inteligência em parte porque gosta que sua elegância seja observada. E quem sou eu, vivendo nomeio da história, para dizer ao universo que ele, ou a minha observação dele, é temporária?
A Hazel mora em Indianópolis e tem, atualmente, 16 anos, olhos verdes, cabelos curtos (estilo príncipe valente) e pele clara. Ela adora ficar sentada no sofá assistindo America's Next Top Model, mas mesmo assim tem toda uma carga intelectual e pensamentos sagazes e inteligentes. O seu livro favorito é o Uma Aflição Imperial e ela considera o autor do livro, o Peter Van Houten, um de seus melhores amigos, mesmo sem nunca ter nem conversado com ele. Ela realmente adora o livro e já o leu e releu várias vezes.
Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como Uma Aflição Imperial, do qual você não consegue falar – livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.Não era nem pelo fato de o livro ser bom nem nada; era só porque o autor, Peter Van Houten, parecia me entender dos modos mais estranhos e improváveis. Uma aflição imperial era o meu livro, do mesmo jeito que meu corpo era meu corpo e meus pensamentos eram meus pensamentos.
A Hazel é diferente das outras personagens com doenças tratadas em livros, ela é sarcástica e trata a doença como uma pedra em seu caminho e não como um cão enorme de 3 cabeças, mas também não pense que ela não reclama e que é a doente perfeita, não. Ela não é perfeita e tem sim suas reclamações sobre o câncer, a principal é que as pessoas não a tratam como um ser-humano normal, mas sim como "a garota do câncer" e ela odeia isso.
Ela também é bem pé no chão: sabe que está doente e sabe que mais cedo ou mais tarde vai morrer. Mas acho que é muito difícil descrever a personalidade da Hazel em alguns parágrafos, eu (pelo menos) achei ela muito contraditória e o tipo de "mulher difícil de decifrar", principalmente a partir do momento em que ela conhece o Gus, mas isso eu até entendo, já que ela é uma garota e ele é um garoto e eles se gostam e enfim, logo na minha primeira leitura do livro, eu achei ela extremamente irritante e chata, mas quando reli me afeiçoei a ela e gosto bastante da Hazel, mesmo ela sendo um pouco reclamona , ela realmente não é uma pessoa que se define pelo câncer.
Os pais da Hazel são bem protetores, eles amam a filha e sofrem com o fato de que cada momento que passam com ela pode ser o último momento de sua vida. A mãe dedica-se, praticamente, somente à ela e o pai não evita chorar, os dois são personagens muito importantes para o livro e a Hazel preocupa-se constantemente pensando em como eles reagirão após sua morte e como a vida deles será afetada pela sua morte, o que gera muitas cenas lindas e emocionantes.
- Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe. Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá?Meu pai inclinou a cabeça um pouquinho para o lado, como se fosse um cachorrinho que acabou de ser repreendido.- Eu sou uma granada – repeti. – Só quero ficar longe das pessoas, ler livros, pensar e ficar com vocês dois, porque não há nada que eu possa fazer para não ferir vocês; vocês estão envolvidos demais, por isso me deixem fazer isso, tá? Não estou deprimida. Não preciso sair mais. E não posso ser uma adolescente normal porque sou uma granada.
A Hazel conhece o Gus no Grupo de Apoio e eles acabam se envolvendo romanticamente, o que faz todo o sentido, já que ambos adoram o sarcasmo e sempre o usam em suas frases, além de pensarem igual sobre vários pontos da vida e verem o câncer da mesma forma, eles desenvolvem uma relação linda e única e a presença do Gus na vida dela só a faz mais feliz, o simples fato dele estar lá já a faz mais feliz.
Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.
Apaixonar-se por Gus fez com que a Hazel mudasse sua forma de pensar sobre várias coisas, ela entendeu que afastar-se não faria as pessoas que a amam amarem-na menos e que a vida pode ser vivida da melhor forma apesar de tudo. Ela não frequenta a escola faz três anos, mas já pegou seu certificado de conclusão do ensino médio e por isso frequenta algumas aulas na MCC, a faculdade comunitária da cidade. 
Enquanto ele lia, me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra.”
Ela é doida pra saber como termina o seu livro favorito, o Uma Aflição Imperial, já que o autor não terminou muito bem a história, acabando o livro no final de uma frase e enfim, ela apresenta o livro para o Gus e ele também fica muito curioso para saber o final, essa curiosidade acaba por criar todo o enredo que é trabalhado durante o livro, já que eles viajam para a Holanda pra conversar com o Van Houten e enfim, sem mais detalhes: leia o livro.
O filme vai ter sua estréia nacional dentro de alguns dias e a atriz que vai interpretar a Hazel é a Shailene Woodley, que, em minha opinião, foi uma escolha perfeita, pelo menos no visual, mas acho que no psicológico a Shailene vai ser uma boa Hazel também, ela é uma ótima atriz e isso pode ser visto na adaptação de Divergente. Bem pessoal, é isso, espero que vocês tenham gostado do perfil de personagem e que estejam gostando dos posts relacionados à Culpa é das Estrelas.
Abraços,
Gabriel

13 comentários:

  1. Eu simplesmente amei o perfil da Hazel, de todos os q li, o teu foi mais fiel e detalhado. Doidinha p ver o filme. bjokas

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    1. muito obrigado, li com toda atenção possível pra fazer um post bacana, fico feliz que você tenha gostado!

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  2. Só acho que seria ótimo e orbital se por acaso vc fizesse o estilo de roupa dela ( bem detalhado)

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  3. Me ajudou muito em um trabalho de leitura também! Obrigada

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    1. Que bom que eu te ajudei, você é sortudo de ter que fazer um trabalho sobre A Culpa é das Estrelas! No meu colégio isso nunca aconteceria :((

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  4. Hazel Grace Lancaster morre no final do filme

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  5. Hazel Grace Lancaster morre no filme ?

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    1. Não sei... A melhor coisa que você pode fazer é ler pra descobrir!

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  6. na verdade você errou, não é pra Holanda que ela viaja, mais sim para Amsterdã.

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    1. Ué, Amsterdã é a capital da Holanda, amigo! :)

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